Nunca fui adepto de citações, e quando entrei no mundo idiota do hi5, apercebi-me da enorme dimensão que o fenómeno atingiu. Em particular para o público feminino. Vou citar (eheheeh) umas quantas frases feitas, repetidas até à exaustão, pelas mais variadas pessoas, que o fazem sempre com o orgulho de quem teve uma epifania genial.
"Pedras no caminho? Um dia vou construir um castelo." Yeah, right.
"O que amo deixo livre, se voltar é meu, se não, é porque nunca foi." Laaaaaame.
"O verdadeiro amigo não é o que coiso, mas o que renhau nhau"
E pronto, não me lembro de mais. Mas que as há, há.
Haverá alguma forma mais evidente de passar um auto-atestado de pessoa pouco interessante?
A rede social hi5 é provavelmente o formato mais rasteirinho, e sleezy da internet. Basta reparar na nacionalidade de 90% dos utilizadores. É no entanto, uma fenómeno sociológico deveras interessante. Perdendo algumas horas a surfar por lá, (confesso que em tempos idos o fiz), descobrimos muito sobre o nível de iliteracia, egocentrismo e outras virtudes, que caracterizam a nossa juventude/jovens adultos.
Boas gargalhadas dei eu a ler comentários deixados por predadores cheios de estilo, em fotos de gajas que pediam isso mesmo. Um exemplo desta interacção, (imaginado...):
Uma foto de uma fulanita, quase toda nua no quarto a fazer pose sensual (ou posse, como li amiúde), com a legenda "Estava distraída" ou "a dormir". Como se não fosse estupidamente óbvio que de espontânea a foto não tinha nada. Ah, foto essa que estaria num álbum de nome: "Simplesmente eu" (o meu favorito absoluto).
Por baixo da foto, comentários (totalmente fictícios...errr) do género:
"Deus quando te fez partiu o molde"
"Xé és bem doxe"
"Que mamas, cumiate ese cú todu"
A parte mais engraçada? Elas aceitam tudo.
Bom, por ora é só. Eu prefiro o Facebook, é mais clean. No hi5 parece que posso apanhar doenças tramadas só por fazer login.
06 agosto, 2009
29 julho, 2009
"Segurança" Social
Cada vez gosto mais do meu país. Desloquei-me hoje à Loja do Cidadão, o que por si só já é uma experiência sempre muito agradável, para tratar de pendentes na Segurança Social. Fiquei entretanto a saber que não vou ter direito a subsídio de desemprego, por me encontrar a recibos verdes. Pois bem, isto é realmente fantástico. Após mais de três anos nesta situação, sou justamente castigado. É bem feita! Quem me manda não ser efectivo? Armei-me em esperto... optei por não ter subsídio de férias, de Natal, seguro médico, tudo isto cumprindo horários, marcando férias e folgas, tendo nas patinhas a responsabilidade diária de "pôr o jornal na rua"... e etc. É justíssimo, no fundo estive em vantagem sobre todos os meus colegas, e de facto não mereço ser abençoado com o tal subsídio. Genial, não é?
21 julho, 2009

Ontem de madrugada, em conversa com o grande HC, enquanto fazíamos uma trip down memory lane, que incluía cadernetas do Roque Santeiro, He-man's, Transformers, GI Joe's e afins, chegámos à conclusão que quando fazemos 6 anos e passamos a poder legalmente ir ao cinema, sentimos uma sensação semelhante a poder tirar a carta. Lembro-me perfeitamente do regozijo que senti quando atingi a maioridade cinematográfica. Lá ia eu, todo homenzinho... errr... de mão dada com a mãezinha, ver o "Taran e o Caldeirão Mágico da Disney"! A segunda ida ao cinema haveria de ser para ver os inolvidáveis "Goonies", essa obra-prima!
Baaabe Ruuuth!
19 julho, 2009
03 julho, 2009
I almost forgot
Thank you Per Mikael. Thank you for leaving us naked and buttfucked in a sea of sharks.
Very smooth.
Very smooth.
R.I.P
Hoje foi seguramente dos dias mais tristes que vivi nos últimos tempos. O METRO, como o fizémos e como o conheceste, acabou. O METRO foi especial, em todos os aspectos. Fomos um jornal com pinta, irreverente, que quebrou algumas barreiras e ganhou a simpatia da malta da nossa idade. Mas a parte mais especial do METRO sempre foram as pessoas, ao longo de três anos e meio tive oportunidade de conviver com o melhor que há ao nível dos seres humanos, amigos e colegas absolutamente inexcedíveis, um companheirismo a toda a prova, e provas houve muitas.
Sempre senti em todas as pessoas que nos foram deixando que o METRO marcou-os indelevelmente. Uns de uma forma boa, outros de uma forma péssima. Mas ainda assim, o bichinho METRO ficou sempre lá, e sempre senti que ninguém deixava totalmente para trás aquele cantinho.
Hoje, naqueles dramáticos 10 minutos, tudo desabou. Enquanto numa sala apinhada 19 pessoas eram despedidas, umas quantas ficavam angustiadas e sobretudo desorientadas. Eu incluo-me neste lote, e não podia estar mais no escuro. O que mais me marcou, e que não me abandona, foi sentir em 95% das pessoas uma profunda tristeza, por estar perante o fim de um largo período das nossas vidas. Mais do que a indefenição profissional ,(sim, é um eufemismo), criou-se um vazio. Passámos muita coisa juntos, muito tempo, muitas gargalhadas, algumas chatices. Passámos mais tempo uns com os outros nos últimos anos do que com qualquer outra pessoa. E agora estamos naquela fase em que já se vê tudo o que fizémos juntos, em câmera lenta, com uma música que traz a lagriminha.
I love you guys.
Por ora, só quero tentar pensar noutra coisa. E vou fazer o que tenho a fazer para que assim seja.
Sempre senti em todas as pessoas que nos foram deixando que o METRO marcou-os indelevelmente. Uns de uma forma boa, outros de uma forma péssima. Mas ainda assim, o bichinho METRO ficou sempre lá, e sempre senti que ninguém deixava totalmente para trás aquele cantinho.
Hoje, naqueles dramáticos 10 minutos, tudo desabou. Enquanto numa sala apinhada 19 pessoas eram despedidas, umas quantas ficavam angustiadas e sobretudo desorientadas. Eu incluo-me neste lote, e não podia estar mais no escuro. O que mais me marcou, e que não me abandona, foi sentir em 95% das pessoas uma profunda tristeza, por estar perante o fim de um largo período das nossas vidas. Mais do que a indefenição profissional ,(sim, é um eufemismo), criou-se um vazio. Passámos muita coisa juntos, muito tempo, muitas gargalhadas, algumas chatices. Passámos mais tempo uns com os outros nos últimos anos do que com qualquer outra pessoa. E agora estamos naquela fase em que já se vê tudo o que fizémos juntos, em câmera lenta, com uma música que traz a lagriminha.
I love you guys.
Por ora, só quero tentar pensar noutra coisa. E vou fazer o que tenho a fazer para que assim seja.
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