03 julho, 2009

R.I.P

Hoje foi seguramente dos dias mais tristes que vivi nos últimos tempos. O METRO, como o fizémos e como o conheceste, acabou. O METRO foi especial, em todos os aspectos. Fomos um jornal com pinta, irreverente, que quebrou algumas barreiras e ganhou a simpatia da malta da nossa idade. Mas a parte mais especial do METRO sempre foram as pessoas, ao longo de três anos e meio tive oportunidade de conviver com o melhor que há ao nível dos seres humanos, amigos e colegas absolutamente inexcedíveis, um companheirismo a toda a prova, e provas houve muitas.
Sempre senti em todas as pessoas que nos foram deixando que o METRO marcou-os indelevelmente. Uns de uma forma boa, outros de uma forma péssima. Mas ainda assim, o bichinho METRO ficou sempre lá, e sempre senti que ninguém deixava totalmente para trás aquele cantinho.
Hoje, naqueles dramáticos 10 minutos, tudo desabou. Enquanto numa sala apinhada 19 pessoas eram despedidas, umas quantas ficavam angustiadas e sobretudo desorientadas. Eu incluo-me neste lote, e não podia estar mais no escuro. O que mais me marcou, e que não me abandona, foi sentir em 95% das pessoas uma profunda tristeza, por estar perante o fim de um largo período das nossas vidas. Mais do que a indefenição profissional ,(sim, é um eufemismo), criou-se um vazio. Passámos muita coisa juntos, muito tempo, muitas gargalhadas, algumas chatices. Passámos mais tempo uns com os outros nos últimos anos do que com qualquer outra pessoa. E agora estamos naquela fase em que já se vê tudo o que fizémos juntos, em câmera lenta, com uma música que traz a lagriminha.
I love you guys.


Por ora, só quero tentar pensar noutra coisa. E vou fazer o que tenho a fazer para que assim seja.

3 comentários:

Adriana S. Afonso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Adriana S. Afonso disse...

O METRO como sempre o conheceste morreu, sim. O resto só acaba se o deixares acabar. ;) Lontras de beijos :D

marta cs disse...

Boa, Ivo. Bonito =)

Concordo com a Adriana, o resto perdurará se te apetecer. E todos os projectos têm princípio, meio e fim. Os finais é que nem sempre são felizes... Mas é a lei natural das coisas. Mói, mas não mata.

Bola para a frente!