12 setembro, 2010

Ir ao cinema


Ponto prévio: Sempre adorei ir ao cinema. De tal forma que a primeira vez que fui me pareceu uma experiência mágica, fui ver o Taran e o Caldeirão Mágico. Hardcore baby! Mas nos anos mais recentes, ir ao cinema tem-se revelado cada vez menos agradável e como tal, menos frequente. E porquê? Porque as pessoas que vão aos cinemas são estúpidas. Ou sou eu que tenho um azar épico, ou vou aos cinemas errados, ou então... não sei. Já tentei de tudo, última sessão, mudar de cinema, etc. Mas apanho sempre pessoal que dá toquezinhos na cadeira, grupos que não se calam, ou pipocas ruidosas ao meu lado. Sou comichosozinho, é um facto. Mas caramba, aquilo é para estar caladinho, sossegadinho, a olhar para o filme. E nestas coisas eu acredito que a minha aversão a estas personagens todas, as atrai até mim, uma espécie de karma sádico. Muitas foram as vezes em que a sala está vazia, vejo chegar pessoas com o perfil indesejado, e onde se vão sentar? Colados a mim, claro. Isto apesar da sala estar completamente vazia. Mas isso são outros quinhentos, o portuguesinho gosta muito de estar juntinho. Já nas praias é a mesma coisa, com 37 km de areal, a família ruidosa e numerosa prefere sempre vir-se enroscar perto de quem já lá está.
Bah! Viva a pirataria, que hoje em dia até em HD já vem.

16 abril, 2010


Já há algum tempo que andava para concretizar esta minha teoria. Cá está ela, concretizada.

22 março, 2010

Este cantinho tem andado adormecido, demasiado até. Viu algum do seu espaço ser roubado por outras plataformas de comunicação mais imediata, e mais parva. Mas não é esse o único motivo, há mais, e mais sérios. O blogue acaba por reflectir o "status quo" da vida de quem nele escreve, pelo menos essa seria a minha ideia. Eu quero escrever, só não sei muito bem sobre o quê. E não é por falta de assunto, é por muitas vezes me interrogar até que ponto se devem partilhar coisas num espaço destes. Até que ponto é idiota desabafar, não sabendo bem quem vai ler, e com a clara sensação que partilhar demasiado do que são os estados anímicos, acaba por ser pateta. Mas lá que sabe bem, sabe. Há algo de confortável no silêncio das palavras que se partilham via internet.

Diria até que pode ser uma boa forma para quem é demasiado autoconsciente, e autocrítico, tentar aprender a lidar com isso, partilhando coisas que são suas, por mais insignificantes que sejam, tentando não ser cerceado por características tão autodestrutivas, asi lo creo yo. (Assim termina o meu plafond de expressões começadas por "auto")

É esse um dos desafios que tenho pela frente, nos dias que correm. Tentar não ser a minha própria kryptonite. É chegada a altura de perder alguns tiques, baixar algumas defesas que no fundo não servem para rigorosamente nada, a não ser não arriscar, a todos os níveis. Todos.

E com isto entenderá o meu caro leitor, qual o estado de espírito reinante. Ora aí está uma primeira partilha.
Sigamos então, um passinho de cada vez, sem olhar para trás.

15 março, 2010

Não tenho muitas certezas na vida, excepto uma: Quando uma coisa corre mal, correm mal mais duas ou três.
Não há hipótese, sempre assim foi, e sempre assim será.

16 novembro, 2009

MEOS sacanas

Descobri há tempos que o video clube do MEO está diferente. À primeira vista ninguém concordará comigo, mas se experimentarem ver o trailer de um filme, seguindo os passos habituais, verão do que falo. Não sei se a adjectivação correcta será "rídiculo", "vergonhoso" ou "hilariante". O que sucede é que ao escolher o filme aparece a opção "trailer", "adicionar aos favoritos", e passado um segundo, surge o pop-up do "alugar". Esta opção não é de todo inocente. Isto porque por definição a opção "trailer" está seleccionada à partida, sendo então misteriosamente substituída pela opção "alugar".
O que os sacanas procuram é que os mais distraídos cliquem na opção "alugar", até perceberem que já não há volta a dar. Meu rico Portugali.

26 outubro, 2009

"One God, Six Bullets"

He was a man of the cloth, and lived by two rules: spread the word of Jesus, and shoot down the sinners. For Fernando Guerra faith is truly the ultimate weapon."

23 outubro, 2009

Tenho a sensação que quando procuro algo, com um nível de especificidade alto, nunca encontro. E passo a explicar: por exemplo, uma aspirina. Eu sei que tenho aspirinas em casa, mas vou em busca delas à caixinha dos medicamentos, e de facto está lá a caixa das aspirinas, mas vazia. Sempre.

Eu preciso de umas pilhas. Há sempre pilhas em casa. Todavia, ou têm ferrugem, ou são do formato errado.

Eu quero uma chave de fendas (é hifenizado Adriana?), não encontro. E sei que tenho um mini kit de seis. Alto! Surge uma! Epá...é em estrela, e a cabeça está comida.

Isto tudo a propósito da aspirina que eu queria tomar, agora, às cinco e tal da manhã. Já me dói a cabeça, e ainda não fui dormir. A coisa promete.

E não encontrei a aspirina.

13 outubro, 2009